Ano (não tão) novo
Hoje senti como se fosse véspera de ano novo. Fui tomada por uma rajada de energia de mudança, uma vontade de tornar tudo (ao menos meu tudo) melhor, algo que costumo sentir mais nos fins de ciclo como fim de ano.
Acontece que por vezes a vida cria eventos sem datas, que não marcamos na agenda e muito menos anunciados nos calendários que ganhamos como brindes. Então, quando esses eventos surgem, sentimos como se alguém virasse a bandeja onde o bolo da nossa vida vinha assando, e pode ser que isso aconteça enquanto antes de terminar de assar!
Mas uma hora isso acaba, e aí olhamos para aquele bolo "desconstruído" e "revisitado" e pensamos "que merda eu vou fazer com isso que aconteceu?" e essa é mais ou menos a mesma sensação que surge quando estamos de branco assistindo o Roberto Carlos na globo.
Hoje foi esse dia na minha vida, perguntar pro universo "Já acabou, Jéssica?" e começar a recolher os cacos e as migalhar do que sobrou do bolo pra fazer algo novo com aquilo tudo. Normalmente eu esperaria segunda feira, mas dessa vez, não. Não quero esperar, quero tudo agora e para ontem.
Por isso, amanhã é quarta feira e decretei feriado nacional, feriado de ano novo.
Reconheço que minhas resoluções não são nada criativas... emagrecer, ser mais saudável, me alimentar melhor, fazer exercícios, ler mais (essa eu tenho conseguido!). O que tem de novo é que olhando esse bolo todo desmontado, bagunçado e aparentemente sem conserto, eu percebi que não quero mais deixar para viver amanhã porque pode ser que amanhã minha receita de vida desande e eu tenha que mudar meu chantilly para manteiga. Fica aqui uma ideia: e se vivêssemos todo dia como se fosse ano novo? Invocando a mesma inspiração, com energia renovada e coragem para bater esse leite pensando no chantilly que vai por cima do bolo mas sabendo que se virar manteiga... bom, todo mundo ama um pão esquentado no café da manhã e para isso é indispensável uma boa manteiga.
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